sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Nosso drible do Mazurkiewsky


Este é, para mim, um dos lances mais brilhantes da história do futebol. A genialidade do Rei Pelé em todo seu esplendor. Ele anteviu a saída desajeitada de Mazurkiewsky (goleiro da seleção uruguaia), com toda presença de espírito deixou a bola passar por entre suas pernas e fez um semi-círculo em torno do arqueiro. Com o pobre goleiro na saudade a consagração era certa, era só tocar pras redes e correr para o abraço... Mas não foi assim; caprichosamente a bola passou rente a trave e se perdeu pela linha de fundo.
Frustração geral. Do rei, dos que assistiam aquela pintura de jogada naquela tarde de 1970 no México e é claro de todos nós que ainda hoje ao vermos a reprise desse lance insistimos em acreditar que dessa vez a bola vai entrar.
Certa vez o próprio Rei disse que aquele lance ficou mais famoso por não ter sido gol. Talvez ele estivesse certo, mas como se conformar? Como não tentar empurrar com os olhos a pelota pro fundo das redes? Como aceitar que o maior goleador de todos os tempos arremataria pra fora?
Acho que na vida todos nós tivemos o nosso drible do Mazurkiewsky. Seja no esporte, no trabalho ou no amor. Houve na vida de cada um de nós um momento em que a glória, a alegria, a conquista, o prazer era, por nós, dado como certo e o destino simplesmente não quis assim. Teremos para sempre que lidar com a promoção perdida, com o grande amor desencontrado, com a sorte grande escorregando entre nossos dedos. Enfim, com o que poderia ter sido e, simplesmente, não foi.
Lidar com a frustração de ter feito tudo certo e ter errado no final não é tarefa simples. Repassar mentalmente a chance perdida, mentalmente imaginar tudo saindo como o esperado é uma das piores torturas que podemos nos impor.
Infelizmente, assim como em 1970, Pelé não teve outra chance de acertar sua jogada genial (acredito que até hoje esse é um lance sem o desfecho perfeito, seja no mundo do futebol profissional ou nas peladas de finais de semana), na nossa vida nos também não temos uma segunda oportunidade. Entretanto em 1970, o Rei venceu aquela partida (Brasil 3 x 1 Uruguai) e em seguida o torneio mundial (tricampeão mundial de futebol), cabe a nós aceitarmos que a bola, às vezes, simplesmente não vai entrar e então partir para o próximo lance, com mais capricho, com mais atenção, com mais raça e principalmente acreditando que vai dar certo. Não podemos nos perder na frustração da chance desperdiçada e não nos darmos a chance de acertar ali na frente.
Acredite! Dê um novo drible, a bola vai entrar. Aí é só correr pro abraço!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Praia do Futuro


Praia do Futuro vista da descida do local onde é construída a cidade do Fortal.
Foto feita em Julho de 2007

Não, meu amor, você não está gorda

Por mais que a autocrítica excessiva de vocês teime em não acreditar, estamos falando a verdade quando respondemos a cruel pergunta que vocês mulheres insistem em nos fazer. Não que sejamos incapazes de perceber alterações de forma e contorno, mas isso não nos faz tiranos da primazia estética. Assim como a maioria das mulheres, nós homens admiramos a beleza das modelos dos outdoors. Entretanto, não é exatamente essa beleza maquiada, bem iluminada e devidamente photoshopeada que nos seduz, e sim a beleza natural da mulher que nos é atingível e, sobretudo, palpável. Literalmente, palpável. O mundo high-tech, veloz, fast-food, fabrica modas e tendências amiúde, e nós, pobres mortais, sofremos pra acompanhar esse ritmo frenético de superprodução. A moda e a tecnologia dos cosméticos têm feito nossas belas - e, muitas vezes, rechonchudinhas - amadas reféns dos seus padrões. Padrões anoréxicos e cada vez menos interessantes. Todo homem acha linda uma barriguinha sarada, mas detesta a exposição de contornos ósseos cada vez mais comuns na mídia e no imaginário feminino. Esse é o ponto: mulheres magras beirando a anorexia habitam mais o imaginário feminino que o masculino. Homens pouco sabem diferenciar um produto diet de um light, menos ainda que a tendência atual é jeans tamanho zero ou coisa parecida. Somos apaixonados por contornos arredondados, seios, lábios, glúteos... E - infelizmente pra maioria de vocês e felizmente pra nós - esses contornos tão apreciados que fazem das mulheres os seres mais belos sobre esse planeta fervilhante são devidamente preenchidos com a gordura que vocês insistem em fazer desaparecer. Não quero aqui fazer apologia da obesidade. Pelo contrário, sou um esportista e adoro os efeitos da prática esportiva nos corpos femininos, mas há uma grande distância entre o cuidado com a saúde e a aparência e a obsessão por caber num jeans que ficaria apertado na sua prima de sete anos. Fica aqui quase um apelo: cuidem-se, malhem, escolham bem o que vocês comem, mas só! Qualquer atitude que vá além disso já passa a ser um distúrbio e tirará de vocês seus maiores encantos. A mulher bem resolvida é aquela que sabe que precisa perder um quilinho ou tirar uma papadinha, mas não perde o charme nem o humor por isso. O mundo real não tem photoshop nem maquiagem que não larga, mas tem inteligência, charme, cheiro e, sobretudo, gosto e tato.
Texto publicado originalmente no site Bem Resolvida em maio de 2007
Publicado também da Revista Presença

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Bola no centro...

Essa é a postagem número 01 do meu blog, a idéia de criá-lo surgiu há alguns meses, mas somente após alguns incentivos recentes resolvi converter a idéia em ação...
O quem vem por aí eu sinceramente não sei, espero apenas me divertir e criar mais um meio de encontrar amigos e descobrir coisas novas...
Idéias soltas, desabafos, críticas, comentários, imagens, crônicas, dicas... e tudo o que fizer parte da minha vida prática ou das minhas andanças pelo mundo da rede irão parar por aqui.
Dirvirtam-se, porque de meu lado a curtição já começou